sábado, 1 de janeiro de 2011

O CAÇADOR FUGITIVO


O caçador furtivo, conto infantil

O CAÇADOR FURTIVO

PEDRO estava almoçando em companhia de seus pais. Prestava muita atenção à conversa dos mesmos, porque de fato era muito interessante.

— Há muitos caçadores furtivos nos bosques — disse o pai. — Joaquim, o guarda, diz que não sabe quem é o culpado, mas, que todas as noites desaparecem coelhos e aves. Deve, forçosamente, ser algum forasteiro!

— Escuta, papai — interrompeu Pedro — Joaquim não viu o caçador furtivo?

— Sim! Julga que uma vez chegou a vê-lo! — respondeu o pai. — É um indivíduo alto, forçudo e com barbas!

Pedro ficou muito preocupado com o caçador furtivo e pensou que um dia Joaquim havia de surpreender o criminoso.

— Se eu tivesse uma espingarda como Joaquim, havia de perseguí-lo todas as noites, e não teria medo algum! — pensou o menino. — Oxalá pudesse descobrí-lo!

Dois dias depois, quando o sol se punha, deu-se a casualidade de estar Pedro debruçado à janela mais alta de sua casa.

Procurava ver se descobria seu amigo Tomás, o filho do guarda, na colina situada em frente da casa.

Enquanto olhava, seus olhos se fixaram num indivíduo alto, que desaparecia nos bosques de seu pai.

O sol poente fez brilhar por um instante a arma de fogo que o desconhecido levava debaixo do braço.

Pedro imediatamente se lembrou de que aquele indivíduo poderia muito bem ser o caçador furtivo.

— Quem será esse que a estas horas se mete nos bosques de papai? É alto e leva espingarda! Se fôr o caçador furtivo que hei de fazer eu agora?

Pensou fosse o caçador furtivo

Pensou fosse o caçador furtivo

Desceu correndo e dirigiu-se a Jaime, o cocheiro.

— Jaime, Jaime! — exclamou arquejante. — Nos bosques está um caçador furtivo! Veja se pode apanhá-lo!

— Calma, calma, Pedrinho! — respondeu Jaime sorrindo. — Estou vendo que queres caçoar comigo! — acrescentou.

— Juro que é verdade, Jaime! — exclamou o menino, agarrando-se ao braço do cocheiro. — Faz-me o favor de ir lá antes que seja tarde e que êle mate todas as aves e todos os coelhos de papai!

— Não diga tolices! — replicou o cocheiro. — Tenho muito o que fazer e se quiseres vái tu mesmo apanhar esse caçador furtivo!

Pedro compreendeu que era inútil insistir com Jaime, e, por isso, saiu a correr.

— Não há tempo de ir em busca de mais ninguém — pensou. — E se eu mesmo fosse apanhá-lo na floresta?

Correu em direção ao bosque e, antes mesmo de haver pensado no que faria, esbarrou com o desconhecido.

— Quem é você, menino? — perguntou aquele.

— Pouco lhe importa saber! — respondeu Pedro bruscamente, porque se sentia muito corajoso. — Você é um caçador furtivo! — Joaquim já o viu uma vez. Você é alto, usa barba e traz espingarda! E hoje voltou para caçar indevidamente nos bosques de meu pai! Faça o favor de me acompanhar!

O desconhecido pôs-se a rir.

— E onde pretende levar-me? — perguntou.

— Aqui perto, em casa de meu pai! E não resista, porque papai ficará muito zangado!

— E se eu tentar fugir? — perguntou o homem. — O que fará você?

— Seguí-lo-ei — respondeu Pedro. — E posso afirmar-lhe que corro com muita rapidez! Além disso gritaria chamando Joaquim, o guarda, de forma que não tardaria em ser o senhor preso. É melhor vir comigo, porque se livrará dos ponta-pés e bordoadas que Joaquim certamente lhe aplicaria!

— Bom! — concordou o desconhecido. — Entrego-me e o acompanho.

Pedro o segurou pela manga do casaco e, tirando-o do bosque, levou-o até à sua casa.

O desconhecido o seguiu docilmente, sem intentar sequer a fuga.

Pedro se considerava muito valente.

Acabava de prender, êle sozinho, um caçador furtivo.

O que iria dizer o seu pai quando eles chegassem?

Além disso, estava muitíssimo contente porque todos os seus colegas de escola ficariam sabendo que êle era valente e não tinha medo de um caçador furtivo.

Considerava-se um herói completo!

— Papai! Papai! — gritou ao chegar. — Venha ver o caçador furtivo! Eu o prendi e encerrei-o no telheiro! Tem espingarda e bolsa, que com certeza deve estar repleta de coelhos.

Papai e mamãe apressaram-se a acudir muito surpreendidos e Pedro os conduziu ao telheiro.

— Cuidado! — disse êle ao pai. — Pode tentar uma fuga e nos apanhar de surpresa!

Pedro foi à África com seu tio Guilherme

Pedro foi à África com seu tio Guilherme

Papai abriu a porta e olhou para dentro. Deu um grito de assombro e entrou no telheiro.

— Guilherme! Querido Guilherme! — exclamou. — De onde vens? Não esperávamos que você chegasse tão cedo!

Aquele homem de elevada estatura saiu sorrindo e segurando no braço de papai.

Pedrinho não podia compreender o que significava aquilo.

Pois não é que seu pai tratava amigavelmente aquele desconhecido?

— Este é o teu tio Guilherme! — disse o pai a Pedro. — Vem de caçar tigres em um país muito distante, para passar uma temporada conosco. E você menino foi prendê-lo, confundindo-o, com um caçador furtivo!

Meu Deus!

Pedro ficou vermelho como um tomate e muito envergonhado olhou para o seu tio Guilherme!

— Sinto muito! — disse por fim. — A verdade é que pensei mesmo que o senhor fosse um caçador furtivo!

O menino acrescentou ainda:

— Por que então, o senhor não me disse logo que era o tio Guilherme? Teria evitado o aborrecimento de fechá-lo no telheiro!

— Você é o menino mais valente que tenho conhecido — respondeu o tio. — Você sozinho me apanhou e me prendeu quando eu menos esperava! Prometo um dia levá-lo comigo, porque estou orgulhoso de ter um sobrinho como você!

A aventura, pois, não teve consequências.

Papai estava muito orgulhoso de Pedro e a mesma coisa pensava a mamãe.

Assim, portanto, Pedro não se envergonhou quando, brincando, zombavam dele por ter encerrado o tio Guilherme no telheiro do jardim, pensando ser um herói conforme vira no cinema.

Entretanto, no íntimo, Pedrinho estava desgostoso.

Se os seus amiguinhos viessem a saber do acontecido, caçoariam dele e teria que demonstrar que não admitia brincadeiras

Pedro e o tio Guilherme se fizeram muito bons amigos.

Não tardaram em empreender uma viagem muito longa, não para prender caçadores furtivos, mas, para matar tigres na África. Lá pôde demonstrar a sua coragem não fugindo nunca aos constantes perigos das florestas africanas.

Hoje êle tem satisfação em ter sido valente.

Sede, pois, meus meninos, corajosos e vencereis sempre na vida.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Alegoria das ferramentas



Alegoria das ferramentas
(Extraída da internet . Blog : Crianças pra Deus .)

Há muito tempo atrás,em uma carpintaria,quando todo o trabalho havia acabado,as ferramentas começaram a conversar entre si .Elas discutiam para saber qual delas era a mais importante para o carpinteiro.O Sr. Martelo começou:Certamente que sou Eu o mais importante para o carpinteiro!sem mim os moveis não ficaram de pé!pois eu tenho que martelar os pregos!O Sr. serrote logo quis dar a sua opinião:Você Sr. martelo?você não pode ser!seu barrou é horrível!é ensurdecedor ficar ouvindo toc,toc,toc...O mais importante sou Eu !o serrote! se mim como o carpinteiro serra a madeira?eu sou o melhor!Não,não,não Falou a dona lixa:Eu sim sou a melhor!se não fosse Eu os moveis não seriam tão lisinhos e perfeitos!Eu sou a mais importante!Ah!mais não é mesmo!disse a dona Plaina:Eu é quem deixo tudo retinho,e tiro as imperfeições da madeira.Eu sim sou a indispensável...Tsc,tsc,tsc...Nada disso disse a dona chave de fenda:Se não fosse Eu como o carpinteiro iria apertar os parafusos.EU sim sou a melhor!AH!não ! Que absurdo!disse o Sr. esquadro:Eu sou o mais importante!sem mim os movéis ficariam tortos!o carpinteiro nem saberia a medida.eu sou o mais importante!As ferramentas ficaram discutindo até o dia amanhecer.O carpinteiro chegou para trabalhar,colocou sobre a mesa a planta de um móvel e começou a trabalhar!Ele usou todas as ferramentas,usou o serrote,o martelo,o esquadro,a lixa,a plaina ,os pregos ,o martelo ,a chave de fenda,a cola ,o verniz para deixar o móvel brilhando...Enfim ele acabou.Chegou o fim do dia o carpinteiro estava cansado,mais feliz com o que tinha feito!Seu trabalho com as ferramentas tinha ficado ótimo!O carpinteiro foi para casa.enfim as ferramentas voltaram a conversar.Só que agora elas ficaram admirando o que tinham feito todas juntas e o carpinteiro.Sabe o que elas fizeram?Um púlpito de uma igreja!e tinha ficado lindo!Elas chegaram a uma conclusão:Todas eram importantes!aos olhos do carpinteiro.Ele usou todas!sem exceção de nenhuma!E o móvel tinha ficado lindo!Elas descobriram que quando todas trabalham juntas ,tudo anda melhor!

domingo, 27 de setembro de 2009

HISTÓRIA COM MORAL


A BORBOLETA VAIDOSA


História e desenhos – extraídos do livro Tita – Editora Redijo

Autora: Telma Salles Corulli

Ilustrada pelo Jasiel Botelho (Jovens da Verdade)




Tita era uma lagartinha ainda muito novinha que mal acabara de nascer no início da primavera.
Uma tarde, quando ela passeava sobre uma folhagem do jardim de Batatinha, a filha da dona
da casa, ao olhar para uma brilhante gota d’água, Tita levou um grande susto.No brilho da água ela viu seu rosto como num espelho e, qual não foi a sua surpresa, quando descobriu que era tão feia, mas tão feia como ela nunca havia visto igual! Ela nunca havia visto uma lagarta em toda a sua vida!
Tita pôs-se a chorar tanto e tão alto que, se houvesse alguma pessoa passando pelo jardim,
poderia ouvi-la soluçar e fungar.
Tita, que já era uma lagartinha pequenina e quietinha, passou a ser ainda mais quieta, mais triste, mais feia e apagada. No meio daquelas lindas flores do jardim de Batatinha ela se escondia cada vez mais, sempre encorujada e dizendo:
“por que eu não nasci uma flor, elas são tão lindas e tão admiradas e eu, uma feia e magricela lagartinha, sem amigos e, o que é pior, sempre verde!”
Batatinha todos os dias jogava água limpa e fresca sobre seu lindo jardim, e as flores cresciam cada vez mais viçosas e cheirosas.
Havia uma flor, uma linda margarida que, enquanto tomava seu banho pensava: “Como é boa a Batatinha, é uma pena que ela não possa fazer nada pela pobre Tita”.
No meio do jardim havia uma árvore, uma grande árvore e lá no topo, um ninho onde morava um lindo passarinho que cantava, alegrando todas as manhãs. O passarinho era amigo das flores, das folhagens e das árvores. Enquanto sobrevoava o canteiro das flores viu, tão escondidinha e tão chorosa, a lagartinha Tita deitada sobre uma folha.
Então o passarinho resolveu pousar e ter com Tita uma longa conversa:
- Que coisa feia, você uma lagartinha, chorando desse jeito! Distraída assim, qualquer hora alguém esbarra em você e adeus, lagartinha!
Tita respondeu com lágrima nos olhos:
- Você fala assim porque sabe que é um lindo passarinho, grande e, que acima de tudo , sabe voar. Por isso conhece todo mundo e é admirado por todos, mas eu não passo de uma minhoca desajeitada, magricela e feiúda...


Então o passarinho percebeu que Tita precisava de ajuda e resolveu ouvir suas lamúrias.
- Eu nunca vou ser admirada, nunca, nunca...
A pobre Tita não sabia qual era seu futuro, não sabia a surpresa que a esperava e o passarinho, percebendo isso, resolveu contar-lhe todas as coisas que toda a lagartinha normal tem que passar na vida. Chamou-a num canto e disse bem baixinho em seu ouvido para que ninguém escutasse:
- Você é uma lagartinha privilegiada, todas as lagartas são privilegiadas porque depois de algum tempo sendo feias, magricelas e verdes, vocês sofrem uma grande mudança e se tornam belas e coloridas borboletas. Isso é a natureza, cheia de segredos e surpresas na primavera.
E o passarinho deu à chorona Tita uma grande lição:
- Temos que ser felizes e agradecidos por sermos o que somos simplesmente, pois a natureza nos reserva lindas surpresas.
Foi o próprio Deus quem nos criou.
A pobre Tita não conhecia o seu destino, nunca ninguém tinha lhe contado que de lagartinha ela passaria a ser borboleta. E disse mais:
- Não sei quando tudo vai acontecer, mas tenha paciência que esse dia vai chegar e tudo vai ser muito bom.
E desse dia em diante, Tita passou a pensar muito naquilo que o passarinho lhe havia falado.
- Eu posso ser feliz assim com eu sou. Até que para uma lagarta verde, eu sou até simpática.
Tita já não olhava para si com pena do que via. Agora, quando olhava sua imagem refletida numa gota de chuva, pensava:
- Sorte a minha ser uma lagartinha, pelo menos eu posso andar e passear sobre as folhas, contemplar as lindas flores e esperar com alegria o dia de amanhã.
E numa manhã Titã levantou-se diferente, não sabia porque, mas sentia vontade de voar. Olhou para os lados e viu lindas, grande e coloridas asas que tinha feito antes, saiu voando sobre as flores do jardim de Batatinha.
Tinha chegado hora de Tita, ela agora era uma borboleta exatamente como o passarinho lhe havia dito.
Então, a triste e chorona Tita passou a ser a mais linda e alegre borboleta de todo jardim, porque acreditou, porque esperou e alcançou uma felicidade ainda maior que a que possuía, mesmo como lagartinha.
Assim somos nós, às vezes tristes, às vezes feios, mas Deus nos prometeu uma coisa que eu vou contar agora para vocês:
Ele prometeu que nos transformaria, que tiraria todo o pecado da gente que nos faz ficar feios e tristes, para fazer lindos, felizes e livres como ficou a lagartinha Tita. Tudo isto pode acontecer aqui mesmo, agora.
“Assim que, se alguém, está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5.17).
“Eis que vos digo um mistério: na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis,
e nós seremos transformados” (I Coríntios 15.51-52).
Se você quiser ter a mesma experiência que Titã teve, escute o conselho de Jesus como Tita ouviu o conselho do passarinho.
Espere, confie nEle e então, talvez numa manhã como aquela, você acorde diferente. Quando olhar para você mesmo vai ver uma outra pessoa, aquela que Deus quis que você fosse, bem mais bonita e bem mais feliz, como Tita, a lagartinha, para sempre.